A extremista Valerie Solanas

Os detalhes que você não vê, contados em primeira mão

A extremista Valerie Solanas

Devido às diversas circunstâncias infelizes em sua vida, Valerie Solanas passou a nutrir um sentimento de ódio por homens e desenvolveu a ideia de que as mulheres deveriam ser superiores e comandar a sociedade, ao passo que homens, tirando homossexuais, deveriam ser mortos.

O feminismo radical foi uma parte significativa na vida de Valerie Solanas, nascida em Nova Jersey em 1936. A escritora e feminista teve uma vida nada fácil. Abusada quando criança pelo pai, foi morar com o avô que também era abusivo. Posteriormente, apesar do conservadorismo dos anos 50, Solanas se revelou abertamente lésbica.

Ela se formou em um curso de psicologia, mas, apesar disso, nos anos 60, viveu pelas ruas e se voltou para a prostituição para sobreviver, ao mesmo passo que usava seus desejos e situações reais como inspiração para escrever histórias e peças de teatro. Nessa época, ela também publicou sua obra mais conhecida.

O Manifesto SCUM

No final dos anos 60, Valerie colocou todas as suas visões extremistas em um manifesto que ela mesma escreveu chamado SCUM.

Onde as letras significavam: 

S – Society for

C – Cutting

U – Up

M – Man

(Sociedade Para Cortar Homens)

No manifesto, Valerie diz que uma organização de mulheres chamada SCUM deveria se formar para destruir o atual sistema da socidade, que favorece os homens. No final, Valerie imaginou o seu mundo perfeito e utópico, onde as mulheres o dominaram e os homens estariam extintos. Não existiria mais dinheiro nem doenças.

Devido ao extremismo do manifesto, algumas pessoas pensaram que a escritora estava sendo irônica ou fazendo algum tipo de paródia. Sua obra não teve muita repercussão, até ela tentar matar Andy Warhol, um famoso artista.

Valerie tenta matar Andy Warhol

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Andy Warhol
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Ainda no final dos anos 60, Valerie conheceu o famoso artista e cineasta Andy Warhol em Nova York e pediu para ele produzir uma de suas peças de teatro. Ele aceitou, mas depois alegou que havia perdido o roteiro. Com isso, Valerie acreditou que ele iria roubar e publicar a peça como se fosse dele.

Em 1968, ela entrou no The Factory, um dos estúdios de Andy Warhol, e atirou três vezes nele. Uma das balas o feriu, mas ele sobreviveu. Ela foi diagnosticada com Esquizofrenia paranoide e passou três anos numa prisão, também fazendo tratamento em um hospital psiquiátrico.

O legado de Valerie

Em 1988, com 52 anos, ela morreu de pneumonia num quarto de hotel. Para a infelicidade da escritora, talvez ela seja mais conhecida por tentar matar Andy Warhol do que por suas ideias e obras.

Porém, apesar de ser majoritariamente visto como algo muito radical, ou até uma piada, o manifesto também foi visto como importante para algumas pessoas e Valerie Solanas foi considerada uma revolucionária para grupos que compartilhavam da mesma visão.

A história de Valerie pode ser vista no filme “I Shot Andy Warhol” de 1996 e na 7° temporada de American Horror Story: Cult, no episódio 7.

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