Incêndio do Edifício Joelma

Os detalhes que você não vê, contados em primeira mão

Incêndio do Edifício Joelma

A história do Edifício Joelma, um dos incêndios mais comentados do Brasil, aconteceu no dia primeiro de fevereiro de 1974, deixando 187 mortos e 300 feridos. Mas antes, antes de aprofundarmos na história, iremos conhecer o terreno onde o edifício foi construído, que muitos dizem ser assombrado.

Terreno assombrado:

O terreno onde o prédio foi construído, já fora palco de duas outras tragédias. Chamado de “O crime do poço”, em 24/11/1948, Paulo Ferreira de Camargo, um químico, matou sua mãe e suas duas irmãs dentro de casa. Dias antes, ele abrira um poço dentro do terreno, que usaria para esconder os cadáveres. Depois, durante as investigações, Paulo foi ao banheiro da casa e deu um tiro em si mesmo, se suicidando. Também havia uma lenda que antes disso, aquele terreno era local de um pelourinho, porém há muita gente que não acredita.

O edifício:

O prédio era alugado pelo Branco Crefisul de Investimentos e mais de 750 funcionários trabalhavam lá, divididos entre os 25 andares do local. Na época, era muito citado que o prédio tinha vários equipamentos contra incêndios.

Por volta de 8h45 da manhã, no 12º andar, acontecera um curto-circuito num ar condicionado, e em menos de 5 minutos, a fumaça já se espalhava pela sala. As pessoas estavam desesperadas, o fogo consumira 14 dos 25 andares do local, e os funcionários, sem saída, começaram a se jogar pelas janelas para se salvarem. Depois de 10 mins, às 9h, os primeiros carros de bombeiros chegam.

“Eu cheguei ao prédio em torno de 8h30, e subi normalmente pelo elevador. Cheguei ao meu andar (18°) e fui até o toalete. Quando eu voltei e fui até a minha sala, uma amiga que trabalhava na mesma sala e era secretária de outro diretor me avisou que o prédio estava pegando fogo”, “Tivemos momentos de todos os tipos que você pode imaginar, desde tentar se encolher para se esconder das chamas, pois elas lambiam o teto, até usar o corpo de pessoas que já estavam mortas para nos proteger do fogo. Era o Inferno de Dante”, disse a sobrevivente Sueli.

Mesmo dizendo que o prédio contava com sistemas para evitar incêndios, lá haviam muitos móveis de madeiras, carpetes, além de botijões de gás que explodiram, e lançaram blocos de paredes para baixo. Também não havia escada de emergência nem heliporto, dificultando o trabalho dos bombeiros.

Ordem cronológica:

8h45 até 8h50: O incêndio se inicia.

9h: Chegam os primeiros carros do Corpo de Bombeiros. Quatro pessoas já haviam se jogado pela janela.

9h20: Os bombeiros resgatam a primeira sobrevivente. No 16º andar, mais duas pessoas se jogam.

Entre 9h25 e 9h30: Equipes de apoio começam a chegar, assim como o primeiro helicóptero. Mais duas pessoas saltam do Joelma e caem na Avenida 9 de Julho. Partes do edifício começam a cair.

9h35: Uma explosão acontece, provavelmente o botijão.

9h37: Mais uma pessoa se joga, do 14º andar.

9h40: O resgate pelas vítimas aumenta, uma delas cai enquanto descia pela escada improvisada, mas o impacto é contido por um grupo de pessoas que ajudavam no resgate.

9h42: Ouve-se um estrondo no centro do Joelma. De lá, sai um fogo azulado. Neste momento, outra pessoa se joga.

Entre 9h50 e 9h55: Mais três pessoas se jogam. Neste momento, uma base de atendimento começa a ser montada no heliporto da Câmara Municipal.

Entre 10h e 10h10: No 16º andar, um homem tira as roupas e faz uma corda improvisada para descer até o 13º andar. Por ela, descem outras pessoas. No entanto, quando chega sua vez, ele despenca. Na queda, ele atinge mais três pessoas, entre elas, um bombeiro. Ninguém sobreviveu.

Neste meio tempo, chegam helicópteros particulares, do Governo do Estado, e da Força Aérea Brasileira.

10h15: Chegam suplementos para atender aos pedidos médicos. Mais duas pessoas saltam.

10h25: Bombeiros derrubam árvores para facilitar a descida dos helicópteros. O fogo começa a cessar. Outro corpo cai ao solo.

Entre 10h30 e 10h50: Bombeiros que se intoxicaram com a fumaça são retirados de ambulância. O fogo fica perto de atingir 5 pessoas que estavam no 19º andar. Desesperadas, elas ameaçam se jogar.

Entre 10h55 e 11h55: No 14º andar, um rapaz impede que uma mulher se jogue, ambos acabam salvos. Reforços da cavalaria são acionados para afastar a multidão da região. Até agora, estima-se que 30 pessoas já se jogaram do Joelma.

12h35: As buscas continuam intensas, mas o forte calor impede a aproximação de alguns helicópteros. Até o momento, 80 pessoas foram salvas.

14h: Os bombeiros são informados que não há mais pessoas viva dentro do Edifício.

Entre 14h15 e 14h30: 17 corpos são retirados do 12º, outros 9º são encontrados no 15º.

15h: Os bombeiros encerram a remoção de sobreviventes.

15h45m: Equipe de bombeiros chegam ao topo do Joelma. Lá, mais de vinte corpos estão carbonizados.

Entre 17h e 17h30: Os carros que estavam na garagem do prédio começam ser retirados. A limpeza da área começa a ser feita no local com o auxilio de carros-guinchos. (Devo os créditos pela ordem ao site https://aventurasnahistoria.uol.com.br/)

Espíritos:

Há quem tenha certeza que fora um acontecimentos espiritual, tendo em vista alguns fatos:

O mistério das 13 almas: 13 pessoas, na agonia de sair do prédio, utilizaram o elevador, o fogo atingiu a rede elétrica do prédio e eles ficaram presos no elevador. Tempos depois, os corpos foram encontrados carbonizados lá dentro, sem possibilidade de identificação, e enterrados em um cemitério. Então, pessoas começaram a relatar acontecimentos no cemitério, como gritos e murmúrios vindos do túmulo, e para acalmar os espíritos, colocam copos de água em cima dele.

Fotos misteriosas: A história foi contada pelo ex-auditor, que meses depois do acontecimento, encontrou a perita que fez uma revelação: “Muitas fotos tiradas de corpos e objetos, quando reveladas, apareceram vazias.” Além de que um casal de estudantes foram ao local, e acompanharam os acontecimentos pelas câmeras,“Nas imagens, havia uma terceira pessoa. Era uma sombra que lembrava um humano.” relatam.

Além de outros 3 acontecimentos sobrenaturais relatados por pessoas que frequentaram o local antes e depois do incêndio.

Cartas psicografadas:

O livro “Somos seis” conta seis histórias, baseadas de cartas psicografadas, que seriam de jovens que faleceram durante o incêndio, os outros quatro jovens faleceram em outras circunstâncias.

Uma das vítimas foi a professora Volquimar Carvalho dos Santos, 21 anos, trabalhava no setor de processamento de dados no andar 23º. Ela era funcionária da empresa havia um ano e meio. O irmão dela, Álvaro, trabalhava no 10º andar do mesmo prédio. A família de Volquimar é espírita. Ao ser dado o aviso de incêndio, Volquimar e outras quatro companheiras tentaram fugir pela escada, mas quase foram atropeladas pelos funcionários desesperados que tentavam se salvar. Elas correram para a cobertura do prédio, mas acabaram morrendo por asfixia. Álvaro, irmão de Volquimar, sobreviveu ao incêndio. Álvaro localizou o corpo da irmã no IML horas depois do incêndio ter terminado. Meses depois, Volquimar enviou uma mensagem psicografada para a mãe através do médium Chico Xavier. A carta está disponível nesse aqui.

Galeria de imagens:

Sobreviventes relembram do dia.
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