O caso da família assassinada no Halloween

Os detalhes que você não vê, contados em primeira mão

O caso da família assassinada no Halloween

Continuando com os posts de outubro sobre acontecimentos no Halloween, trago o caso da família de Devon Griffin, menino de 16 anos que cantava no coral da igreja perto de sua casa no Michigan e depois de passar a manhã do dia 31 de outubro de 2010 participando do coral, voltou para a casa e jogou videogame até aproximadamente 13h30 da tarde para descansar. Imerso nos jogos, só depois de todo esse tempo ele percebeu que a casa estava silenciosa demais.

Como achou aquilo muito estranho, foi até o quarto dos pais e os encontrou dormindo, – ou melhor, ele pensou que estivessem dormindo – ainda na cama com os cobertores cobrindo suas cabeças. Apenas a perna da mãe – Susan Liske – pendia para fora da cama e Devon tentou acordá-la aos poucos conversando calmamente com ela, mas a mãe continuava em sono profundo.

Desconfiado, o garoto puxou o lençol e teve a horrível visão da cara de sua mãe afogada em seu próprio sangue. Sem querer acreditar no que estava vendo, pensou por um momento que aquela cena se tratava de uma brincadeira de Halloween, pois era normal que a família fizesse muitas pegadinhas nessa data, porém, no fim ele percebeu que sua mãe estava mesmo sem vida.

A mulher havia sido vítima de um estupro e 3 tiros, enquanto deitado ao seu lado estava William Liske, o padrasto de Devon, também morto com 5 tiros à queima roupa. Devon possuía também um irmão de 23 anos que era filho do relacionamento anterior de Susan e que teve o corpo esquartejado por machadadas e os órgãos espalhados por todo o seu quarto.

O que Devon não imaginava era que o responsável pelos assassinatos fosse William Liske Jr, ou seja, seu meio-irmão. Um dia antes dos acontecimentos, Jr e seu pai haviam saído para caçar e beber. O indivíduo se declarou culpado e condenado à pena de morte por homicídio triplamente qualificado.

Liske Jr declarou o seguinte para a corte:

“Eu amava muito meu pai e isso me deixa enojado de mim mesmo toda vez que lembro o que fiz”.

William Liske Jr tinha histórico de esquizofrenia e quadros de violência descomunal, chegando até a tentar atacar sua madrasta Susan e roubando as chaves de seu carro. Vizinhos da família até suspeitavam de que ele maltratava seus animais de estimação, porém nunca pegaram ele no ato.

Mesmo anteriormente se declarando culpado, em 2011 Jr tentou se livrar da condenação alegando insanidade mental e culpando Satã por seus atos, mas ele continuou preso e foi encontrado morto em sua cela no ano de 2015, os policiais investigaram e concluíram que foi suicídio.

Foto de William Liske Jr:

 

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